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Homem que diz ser terrorista mantém refém em hotel de Brasília

segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Um homem que se diz terrorista invadiu o hotel Saint Peter, no centro de Brasília, na manhã desta segunda-feira e fez um funcionário refém. A vítima foi algemada e vestida com um colete que supostamente contém dinamites. A polícia não confirma a presença de explosivos, mas também não descarta essa possibilidade.

Segundo informações do portal G1, por volta das 14h15 a Poícia Civil confirmou que já posicionou atiradores de elite em locais estratégicos e que eles estão aguardando a autorização para disparar caso seja necessário.

O homem faz reivindicações políticas, entre elas, "a queda de Dilma". O delegado Marcelo Fernandes disse que o sequestrador foi identificado e que ele já teve um cargo eletivo no Tocantins, no entanto a identidade do homem não foi revelada. O delegado afirmou ainda que o sequestrador não demonstra uma "postura agressiva" e que todas as suas falas têm relação com política.

O sequestrador pede a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti e a aplicação prática da Lei da Ficha Limpa como condições para soltar o refém, afirmou o chefe da Divisão de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal, o delegado Paulo Henrique Almeida. Battisti foi condenado pela justiça italiana por terrorismo à prisão perpétua, com restrição de luz solar, pela autoria direta ou indireta de quatro homicídios. Em 2004, o ex-ativista fugiu para o Brasil. Em 2007, o governo da Itália apresentou o pedido de extradição, seguindo-se a prisão preventiva de Battisti.

De acordo com testemunhas, o sequestrador fez o check-in por volta das 7h30. Às 8h, subiu para o 13º andar e bateu de quarto em quarto mandando os hóspedes descerem e informando que se tratava de uma ação terrorista.
Agentes do Corpo de Bombeiros e das polícias Civil e Militar isolaram a área e retiraram os cerca de 300 hóspedes. A interlocução com o sequestrador é feita por três negociadores da polícia.

De acordo com o G1, o hotel é o mesmo onde o ex-ministro José Dirceu, condenado no processo do mensalão, iria trabalhar ganhando R$ 20 mil mensais. Dirceu poderia trabalhar durante o dia, mas teria de passar a noite na prisão. Com a repercussão do caso, porém, ele acabou desistindo do trabalho.

Por BOL Foto: Gabriel Mayer/Divulgação

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