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A negação da política

quinta-feira, 14 de maio de 2015
Uma expressiva parcela da população brasileira tem repudiado o tema política. A que se pode atribuir tal comportamento? Antes de apresentar algumas hipóteses é importante recordar algumas considerações inerentes ao ser humano. Se você estiver numa relação em sua vida é obvio e notório, a manifestação de alguns desejos mínimos: atenção e o atendimento às necessidades diversas. E quando isso não acontece, uma das partes envolvidas cria terreno fértil para conflitos e quando estes não são bem resolvidos podem gerar grande bola de neve ou haverá uma explosão no por vir.

O que há de similar nesta abordagem? O que se extrair quando se refere à questão política? Simplesmente tudo. Todos querem suas necessidades e desejos sociais responsavelmente atendidos com qualidade e dentro do prazo desejado. No Estado Democrático de Direito, a nação faz parte do poder, contudo, por meio de representações em dois poderes diretos, o Executivo (Prefeitos, Governadores e Presidente da República) e o Legislativo (Vereadores, Deputados Estaduais e Federais, bem como, os Senadores da República). A todos eles são outorgados “o poder” para as tomadas de decisões inerentes a vida da população.


Eis a palavra chave: DECISÃO. É nela que se poderão encontrar as oportunidades e ameaças na trajetória de um gestor ou legislador público face às necessidades da sociedade. Daí, quando não são atendidas de forma responsável, criteriosa, inclusiva e participativa certamente as consequências virão com toda intensidade. Quando os problemas de caráter ético e moral são alcançados pelo jornalismo investigativo, pelos próprios envolvidos ou pelos órgãos competentes a fumaça torna-se visível, logo, onde há fumaça há fogo. 

Historicamente cidades, estados e o Brasil tem vivido uma sucessão de escândalos que silenciam outros. São gerados novos que criam consequentemente outros maiores, daí em diante, o fator CREDIBILIDADE é posto a julgamento perante a OPINIÃO PÚBLICA. Quando estes políticos não atendem as demandas e os clamores da sociedade e focam em si mesmos não logram êxito, não conquistam a população. Mesmo porque se você está numa relação onde você perde e o outro ganha, certamente você elegeu o fracasso como modo de vida não acha? Finalmente, quem quer uma relação dessa?

Para ilustrar esta fala, uma bela reflexão se dá na música de Zeraldo Ramalho – Admirável Gado Novo: “Vocês que fazem parte dessa massa, Que passa nos projetos do futuro, É duro tanto ter que caminhar, E dar muito mais do que receber (...)”. A partir disso, você poderá chagar a seguinte percepção, se este que foram eleitos para lhe representar, não cumpre o seu papel e conceito de impunidade torna-se evidente em suas práticas, certamente você não irá se identificar com isso. Caso você se sinta prejudicado ou não concorde com as suas ações, ainda mais, você não irá aceitar mesmo, irá negar com mobilizações diversas, rejeições inúmeras. Eis aí, a negação da política no Brasil por uma grande parcela da população.

É importante lembrar que a política brasileira sofre uma grande crise a partir de aspectos que são desdobrados deste cenário tão hostil, entre eles se destacam:

- Descrédito causado pela falta de interesse e compromisso desses mesmos políticos diante das questões críticas vividas pelos cidadãos. Não há respostas rápidas para a solução de problemas seculares, como por exemplo: Qualidade no atendimento no serviço público.

- Desânimo a maioria dos jovens e adultos não conseguem criar identificação com a política Brasileira por conta das informações que são visivelmente expostas todos os dias a partir dessas organizações que poderiam servir de modelo por se tratar de instâncias superiores na opinião da maioria.

E para concluir, tem um ditado que se ouve quando se diz publicamente que se quer seguir a vida política, ouve-se desde quando o assunto se dá em família a quando se estende para outros grupos: Todo politico é ladrão. Se você entrar vai ficar igual a eles. Mesmo com esta imagem desgastada muitos seguem e prosseguem com posturas indevidas, segundo os telejornais. Quem se respeita não se identifica com ilegalidades e leviandades, simplesmente manifesta a NEGAÇÃO DA POLITICA.

*Autor: Uemerson Florêncio – Empreendedor. Brasileiro, nascido em Salvador-Bahia. Realiza treinamentos na área de negócios e atua com desenvolvimento de Cidades. É Palestrante, pesquisador do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Khalifa Business, agência de negócios. Área de concentração acadêmica Relações Públicas com marketing pela Universidade Católica do Salvador – UCSAL e Comunicação e marketing pela UNIFACS. florencio@khalifabusiness.com.br / www.facebook.com/uemerson.florencio


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