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Gerência Ambiental da Deso realiza ações para mitigar degradação do solo

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O solo sempre foi considerado um minério renovável, mas algumas práticas humanas tem alterado esta condição. A eliminação da cobertura do solo, aceleração da decomposição da matéria orgânica, uso de solos impróprios para práticas agropecuárias ou florestais, estão se tornando mais frequentes do que a capacidade de formação do solo, resultando na sua degradação.  

As principais formas de degradação do solo, relacionadas com a interferência humana, são a erosão, desertificação, assoreamento de rios e contaminação dos solos, e a Companhia de Saneamento de Sergipe - Deso  tem desenvolvido projetos para mitigar cada um destes problemas.

O reflorestamento é umas das atividades que já fazem parte da agenda da Companhia há seis anos. Neste tempo, a Companhia já realizou o plantio de mais de 60 mil mudas de árvore nativas das regiões no entorno dos mananciais utilizados para abastecimento.

Com o investimento de R$ 1 milhão, em recursos próprios, a Deso revitalizou a mata ciliar de doze rios e riachos em todo o estado, entre eles: Rio Fundo, em Itaporanga; Riacho Tabocas, nos povoados Sapé e Jenipapo; Riacho Cajueiro dos Veados, em Malhador; Rio Jacarecica e Poxim, principais afluentes do Rio Sergipe.

“Acompanhamos o desenvolvimento das mudas até elas se tornarem adultas. Agora, adultas, elas protegem a mata ciliar e o solo contra a erosão. Conseguimos melhorias importantes na qualidade e quantidade de águas naqueles rios, fazendo com que a gente possa ter a garantia hídrica abastecer as cidades que guardam aquele manancial”, explica o coordenador de recursos hídricos da Deso, Luiz Carlos.

Mais investimentos

A Deso continua buscando formas de ampliar o projeto de reflorestamento e recuperar o bioma de outros rios e riachos. Além disso, novas ideias para a recuperação de áreas degradadas estão sendo estudadas. A equipe de Gestão Ambiental da Deso tem verificado a possibilidade de utilização de lodo das Estações de Tratamento (ETE) para mitigar o assoreamento e a erosão das terras nas proximidades da Barragem do Poxim.

De acordo com o engenheiro ambiental e sanitarista da Deso, Erasmo Gomes o reaproveitamento do resíduo já foi testado por outras organizações, apresentando resultados  positivos. “O lodo de esgoto é rico em matéria orgânica, portanto, depois de tratado, ele tem alto potencial para utilização como adubo e recuperação dos nutrientes do solo e também reflete positivamente na qualidade da água”, explica.

Outra frente de atuação em que a Deso se faz presente na luta pela conservação do solo é o Plano Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE/Sergipe). Uma iniciativa que visa reduzir os danos da seca ao ecossistema e à população da região do semiárido do estado.

Para frear o avanço da desertificação em Sergipe, a Deso cederá expertises que, juntamente com equipes de outras instituições, irão refletir e apontar soluções para o problema. Além disso, as obras de abastecimento para a região do alto sertão e semiárido serão intensificadas e as campanhas de educação socioambiental passarão a fazer parte do cotidiano da população nestas localidades.

Degradação do solo

As áreas desertificadas ou sob risco de desertificação, no Brasil, já somam 1,3 milhão de km², cerca de 15% do território. Na região Nordeste, estima-se que cerca de 230 mil km² já não estejam em condições de cultivo, uma área dez vezes superior ao estado de Sergipe. O avanço da exploração agrícolas na região é apontado pelo Ministério do Meio Ambiente como a principal causa. “As terras que antes eram utilizadas para agricultura familiar, passaram a ser exploradas pelo agronegócio, sem que antes fosse realizado um estudo de impacto ambiental. Hoje, a gente vê que o semiárido não suporta esse forma de uso, pois são mais vulnerável à desertificação e, além disso, ainda perdemos áreas produtivas devido ao  mal uso que é feito do solo”, explica a geógrafa e coordenadora de licenciamento ambiental da Deso, Marcelle Santos Melo.

As áreas em que a Companhia está realizando ações de recuperação têm a mesma história: exploradas à exaustão por agricultores.

De acordo com Luiz Carlos, os locais onde foram realizados os plantios de mudas, por exemplo, estavam tomados pelo desmatamento, e danificados pelo pisoteio do gado. Nas proximidades da Barragem do Poxim, a vegetação que protege o rio tem sido retirada, juntamente com a terra, colocando em risco a vida do manancial.

O solo é um componente essencial dos sistemas de produção e dos ecossistemas terrestres. Tão importante quanto a preservação da água, conversar o solo é cultivar a vida.

Via ASCOM

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