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Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro expõe “A Cidade do Contrabando”

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Foz do Iguaçu, junho de 2017 – O Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro, coalizão que reúne mais de 70 entidades representativas de setores da economia afetados pela ilegalidade no país, levou para Foz do Iguaçu a exposição “A Cidade do Contrabando”.
A exposição, uma ‘minicidade’ construída com produtos contrabandeados, foi criada pelo artista plástico Mauro Brincante com o objetivo de mostrar as perdas do país para o contrabando. Somente em 2016, essas perdas atingiram a soma de R$ 130 bilhões, dinheiro que poderia ser revertido em benefício da população como escolas, postos de saúde, casas populares, entre outros.

A maquete atraiu a atenção de centenas de pessoas que passaram pelo centro de exposições em Foz, entre elas o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que participou da abertura do evento ao lado dos governadores do Paraná, Beto Richa, de Goiás, Marconi Perilo e do Piauí, Wellington Dias.

A exposição foi realizada durante a 21ª Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais. Durante o evento, Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) e coordenador do Movimento, participou do painel O panorama econômico e as reformas, ao lado do ex-ministro Mailson da Nóbrega e do cientista político Paulo Kramer.

Vismona afirmou que é inconcebível um país com as qualidades do Brasil, ser prejudicado por questões conjunturais que deveriam ter sido superadas há muito tempo. “Temos um sistema tributário altamente complexo, por exemplo, que obriga as empresas a dedicar milhares de horas ao ano somente para seu planejamento tributário”, afirmou.

O executivo lembrou também que o contrabando está destruindo a capacidade de investimento das empresas legalmente estabelecidas no Brasil, e citou o caso do cigarro: “atualmente 45% do mercado brasileiro de cigarros é dominado pelo contrabando de marcas paraguaias. Isso significa que, somente em 2016, a sonegação fiscal do setor atingiu R$ 8,8 bilhões, dinheiro que poderia beneficiar o país”.

Via SFB comunicação

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