Pesquisas presidenciais de 2026: compare Lula e Flávio Bolsonaro e confira os institutos e os resultados do primeiro turno.
Disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro segue acirrada nas pesquisas de segundo turno; levantamento retrospectivo mostra quais institutos mais se aproximaram do resultado das urnas em 4 de outubro.
A corrida presidencial de 2026 entrou em uma nova fase após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Com a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), as pesquisas divulgadas em outubro mostram um cenário competitivo, com diferenças entre os institutos e resultados que precisam ser analisados à luz das respectivas margens de erro.
Além de acompanhar as intenções de voto para o segundo turno, é importante avaliar o desempenho dos institutos na primeira etapa da eleição. Afinal, quais levantamentos se aproximaram mais do resultado oficial e quais apresentaram as maiores diferenças em relação às urnas?
O que dizem as pesquisas mais recentes?
Levantamentos divulgados entre 15 e 21 de outubro apontam vantagem numérica de Flávio Bolsonaro em diferentes simulações de segundo turno. Entretanto, a distância varia de acordo com o instituto, a metodologia e a forma de apresentação dos resultados.
Entre os principais levantamentos divulgados no período estão:
| Instituto | Flávio Bolsonaro | Lula | Indicador |
| Meio/Ideia | 51,1% | 48,9% | Votos válidos |
| RealTime Big Data | 52% | 48% | Votos válidos |
| PoderData | 52% | 48% | Votos válidos |
| AtlasIntel/Bloomberg | 51,1% | 48,9% | Votos válidos |
| BTG/Nexus | 50,3% | 49,7% | Votos válidos |
| Candidato | Valores Somados | Soma Total | Divisor (Nº de Institutos) | Média Final |
| Flávio Bolsonaro | 51,1% + 52,0% + 52,0% + 51,1% + 50,3% | 256,5% | 5 | 51,3% |
| Lula | 48,9% + 48,0% + 48,0% + 48,9% + 49,7% | 243,5% | 5 | 48,7% |
Fontes: UOL — pesquisas de segundo turno, Meio/Ideia e BTG/Nexus.
Os números indicam que Flávio aparece numericamente à frente nesses levantamentos. Isso, porém, não significa que a vitória esteja garantida. A margem de erro, o período de coleta, a metodologia e a proporção de eleitores indecisos precisam ser considerados antes de qualquer conclusão.
Na pesquisa Meio/Ideia, por exemplo, divulgada em 21 de outubro, Flávio aparece com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% de Lula. O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre 15 e 19 de outubro, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Já a pesquisa BTG/Nexus, divulgada em 19 de outubro, apresentou uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual entre os candidatos: 50,3% para Flávio e 49,7% para Lula. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado configura empate técnico.
Essas diferenças demonstram por que não é adequado tratar uma pesquisa isolada como previsão definitiva do resultado eleitoral.
Quais institutos mais acertaram no primeiro turno?
O primeiro turno também oferece uma referência importante para avaliar a capacidade de projeção dos institutos. A comparação entre as pesquisas finais e a votação oficial permite identificar quais levantamentos chegaram mais perto do desempenho dos candidatos nas urnas.
Segundo comparativos publicados após a eleição, o Instituto Veritá, o Gerp e o Futura estiveram entre os que mais se aproximaram do resultado presidencial.
1. Instituto Veritá
O Veritá apresentou uma das estimativas mais próximas da votação oficial. Em seu levantamento final, divulgado antes do primeiro turno, o instituto apontou 47% para Flávio Bolsonaro e 45% para Lula, em votos válidos.
O resultado oficial ficou próximo desses números: Flávio obteve aproximadamente 47,03%, enquanto Lula alcançou cerca de 45,16%.
A pequena diferença entre as estimativas e a apuração colocou o Veritá entre os destaques dos balanços de precisão eleitoral.
2. Instituto Gerp
O Gerp também se destacou ao indicar vantagem de Flávio Bolsonaro na reta final da campanha.
Uma das pesquisas finais atribuídas ao instituto apontou aproximadamente 46% para Flávio e 44% para Lula. Embora tenha subestimado os percentuais dos dois candidatos, o levantamento identificou corretamente a liderança de Flávio e a proximidade entre os resultados.
3. Instituto Futura
O Futura completou o grupo dos institutos que mais se aproximaram do resultado no comparativo das últimas pesquisas presidenciais.
Seu levantamento final estimou 44,8% para Flávio e 42,6% para Lula. Os percentuais ficaram abaixo da votação efetivamente obtida pelos dois candidatos, mas a pesquisa identificou a vantagem do candidato do PL.
Importante: os rankings podem apresentar posições diferentes dependendo do critério utilizado. Uma classificação pode considerar somente a diferença entre os dois primeiros colocados; outra pode somar os erros de todos os candidatos ou avaliar diversas disputas eleitorais. Por isso, é necessário observar a metodologia antes de declarar um instituto como o mais preciso.
Fontes: Revista Formosa — desempenho dos institutos no primeiro turno e Times Brasil/CNBC — ranking das pesquisas eleitorais.
Pesquisas que apresentaram diferenças maiores
Nem todos os institutos conseguiram antecipar a ordem dos candidatos no primeiro turno. Parte dos levantamentos divulgados nos últimos dias da campanha apontou Lula numericamente à frente, resultado que não correspondeu à votação final.
Entre as pesquisas que receberam críticas nos comparativos posteriores estão levantamentos do Datafolha, AtlasIntel/Bloomberg, CNT/MDA e BTG/Nexus, embora o tamanho da diferença varie de acordo com a pesquisa específica e o critério de avaliação.
Isso não significa que esses institutos sejam necessariamente pouco confiáveis em todas as eleições. Pesquisas são retratos estatísticos de um momento específico, sujeitos a limitações amostrais, mudanças de intenção de voto e diferenças de metodologia.
A análise mais justa exige comparar a última pesquisa de cada instituto, seu período de coleta, os percentuais estimados para todos os candidatos e a votação oficial, sem selecionar apenas os resultados que confirmam uma determinada interpretação.
Como interpretar as pesquisas do segundo turno?
Para acompanhar a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, há cinco aspectos importantes:
Margem de erro: pequenas diferenças entre candidatos podem não representar uma liderança estatisticamente conclusiva.
Período de coleta: pesquisas realizadas em datas diferentes podem captar mudanças no cenário eleitoral.
Votos totais e válidos: os votos válidos excluem brancos e nulos; portanto, os percentuais não devem ser comparados diretamente com pesquisas de votos totais.
Metodologia: entrevistas presenciais, telefônicas e levantamentos on-line podem produzir resultados distintos.
Histórico de precisão: o desempenho anterior é uma referência útil, mas não garante que o instituto acertará a próxima eleição.
Também é recomendável consultar o registro de cada pesquisa na Justiça Eleitoral, conferir o contratante, o número de entrevistados e a margem de erro informada.
Conclusão: quem merece mais atenção?
As pesquisas divulgadas na segunda quinzena de outubro indicam uma disputa competitiva entre Lula e Flávio Bolsonaro, com vantagem numérica de Flávio em diferentes levantamentos. A intensidade dessa vantagem, entretanto, varia entre os institutos, e alguns resultados permanecem dentro da margem de erro.
Na avaliação do primeiro turno, Veritá, Gerp e Futura se destacaram em comparativos que consideraram a proximidade das estimativas presidenciais com o resultado das urnas. O Veritá, em particular, apresentou percentuais muito próximos aos oficiais.
A principal lição é que o acompanhamento eleitoral deve considerar o conjunto das pesquisas, e não apenas aquela que apresenta o resultado mais favorável a um candidato. A comparação de metodologias, datas de coleta, margens de erro e histórico de desempenho oferece uma visão mais consistente do cenário eleitoral.
As pesquisas ajudam a compreender tendências, mas não substituem o resultado das urnas. A definição do vencedor depende dos votos efetivamente apurados.
Palavras-chave: pesquisas presidenciais 2026, pesquisa Lula Flávio Bolsonaro, segundo turno, Veritá, Gerp, Futura, eleições 2026.

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